CDS rejeita alarmismo e afirma que turismo dos Açores não está em colapso
Turismo

O Líder Parlamentar do CDS/Açores, Pedro Pinto, afirmou hoje na Horta que o turismo nos Açores tem demonstrado uma notável capacidade de recuperação e crescimento após o impacto da pandemia de Covid-19, consolidando-se como um dos pilares fundamentais da economia regional.


“Não só recuperámos de um choque profundo, como crescemos de forma muito significativa, quer em número de passageiros, dormidas e rendimento

financeiro. Trata-se de um caminho virtuoso, sustentado por dados oficiais”, sublinhou.


Segundo o Deputado, este crescimento traduziu-se numa forte dinâmica de investimento em todas as ilhas, com novos projetos na hotelaria, alojamento local, restauração, animação turística e serviços de apoio, bem como na modernização de empresas já existentes.


Pedro Pinto alertou, no entanto, para a necessidade de uma análise séria e responsável do momento atual do setor.


“Sim, há sinais de abrandamento e há empresários que se queixam de dificuldades. E sim, o Parlamento e o Governo devem responder. Mas não podemos aceitar narrativas de colapso que não correspondem à realidade”, afirmou.


O Deputado destacou que, apesar da recente inversão de tendência iniciada no final de 2025, os números continuam próximos de anos de referência. Em

fevereiro de 2026, os dados aproximam-se dos registados em 2019, considerado um dos melhores anos do setor no governo socialista.


Pedro Pinto alertou para a diferença de comportamento entre segmentos, na medida em que enquanto a hotelaria mantém estabilidade e até aumenta os

proveitos em mais de 7%, o alojamento local regista uma descida.


“Estamos perante um ajustamento desigual, que exige respostas cirúrgicas e não alarmismo generalizado”, reforçou.


O Deputado contextualizou ainda a situação açoriana no panorama internacional, referindo que destinos concorrentes como Madeira e Canárias também apresentam sinais de abrandamento.


“Há fatores globais em jogo desde a normalização da procura, mudanças no perfil do turista e instabilidade internacional. Ignorar isto é fazer propaganda, não política”, afirmou.


Sobre a saída da Ryanair, Pedro Pinto reconheceu a sua relevância, mas rejeitou que seja a única causa da desaceleração.


“O abrandamento começou antes. O problema é mais amplo e envolve conectividade, mercados e estrutura da oferta”, explicou.


Como caminho a seguir, o Deputado defendeu uma estratégia focada na valorização do destino Açores, apostando na promoção internacional, especialmente em canais digitais, na atração de turistas com maior poder de compra e na criação de condições que tornem a Região atrativa para companhias aéreas sem dependência de incentivos artificiais.


“Os Açores não devem ser um destino de massas, mas sim um destino de valor. Precisamos de garantir procura consistente ao longo de todo o ano e reforçar a notoriedade internacional da Região”, afirmou.


Neste sentido, Pedro Pinto apelou à responsabilidade política.


“O alarmismo não ajuda quem investe, não ajuda quem trabalha no setor, não ajuda a confiança no destino e afugenta o turista. O turismo açoriano não está imune a desafios, mas também não está em colapso”, concluiu.


Horta, 16 de abril de 2026

CDS Açores
17-04-2026
Comunicação
Categoria: CDS Açores

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